
quinta-feira, 13 de maio de 2010
A PALAVRA NO MURO FICOU COBERTA DE TINTA...

quarta-feira, 12 de maio de 2010
CURSO LIVRE DE FORMAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO EM YOGA 2010

Índia: iogue de 83 anos que não come há 70 impressiona médicos

Cientistas indianos expressaram assombro após as análises efetuadas durante duas semanas em um homem de 83 anos, que afirma ter passado mais de 70 anos sem ingerir alimentos ou beber água.
O iogue de barba longa Prahlad Jani resistiu sem beber ou comer, mas sobretudo sem urinar ou defecar, durante este período de observação que terminou na quinta-feira, segundo os cientistas.
"Seguimos sem entender como sobrevive sem urinar ou defecar. Este fenômeno é um mistério", declarou à imprensa Sudhir Shah, um neurologista da equipe de 30 médicos que observaram o iogue em um hospital de Ahmedabad (oeste).
Prahlad Jani era vigiado 24 horas por dia por câmeras pelo Organismo de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Defesa (DRDO).
Depois, o iogue regressou à sua terra natal próximo a Ambaji, em Gujarat (norte), onde retomou suas atividades de meditação. O idoso garante que uma deusa o abençoou quando tinha 8 anos e permitiu que vivesse sem alimentos.
Durante as duas semanas de observação, "o único contato de Jani com líquidos era quando fazia gargarejos ou se lavava", indicou em um comunicado o doutor G. Ilavazahagan, diretor do Instituto Nacional de Defesa especializado em fisiologia.
"Se Jani não tira sua energia dos alimentos ou da água, deve fazê-lo de outras fontes que o cercam, e o sol é uma delas", indicou o doutor Sudhi Shah. "Nós, profissionais do setor médico, não podemos excluir hipóteses como a de uma fonte de energia diferente das calorias", disse.
O iogue se submeteu a uma ressonância magnética. Seu cérebro e sua atividade cardíaca foram medidos com eletrodos e foram feitas análises de sangue.
domingo, 11 de abril de 2010
O QUE E TEMPO? (parte 2/3)
DEPOIMENTOS
Eu já tive a ilusão de ser proprietário do tempo em um período na minha vida. Quando fiz a Invernagem
Antártica (ficando 642 dias em um veleiro, sozinho) não foi porque eu goste de ficar sozinho, pois, na verdade, não gosto. Mas eu tinha a expectativa de ser dono do meu tempo, fazendo o que quisesse, indo para onde quisesse. E tive uma surpresa engraçada porque a gente tem um monte de facilidades todos os dias em que nunca presta atenção. Em geral não é a gente que lava a própria roupa, que faz a própria comida, que constrói os próprios caminhos. Quando você está isolado geograficamente, enxerga tudo isso. E então a minha ilusão durou pouco porque eu tinha uma quantidade tão grande de tarefas para fazer para ter certo conforto que, no final, eu tinha uma vida normal. Na verdade, ficar um ano e pouco lá durou muito pouco!
Eu precisava ficar mais para curtir tudo o que queria; eu precisava ficar muito mais! Já quando eu viajo com a minha família, gosto que o tempo passe mais rápido na estrada ou no mar para que dure mais quando paramos nos lugares legais. Logo, a visão do tempo muda de acordo com o que se faz. O que sei é que a única coisa que a gente não pode fazer é recuperar o tempo. Por isso gosto da minha atividade e convivo bem com essa história do tempo. Só não gosto é de perder tempo! Faço muitas coisas ao mesmo tempo e todas me dão muito prazer.
Amyr Klink, navegador
Vida e tempo coincidem? Sim. A vida de cada um de nós é o nosso tempo. Afinal, relembrando o óbvio, todas as pessoas, em qualquer época da história, sempre viveram na era contemporânea... Tempo e vida? São a mesma coisa. Minha vida é o meu tempo, ou seja, o continente no qual está o meu conteúdo vital, o invólucro no qual está contida a minha existência, o território com fronteiras que acolhem a minha presença no mundo por um período (um tempo) determinado e limitado apenas em referência aos outros tempos das outras vidas, mas absolutamente ilimitado para mim enquanto vivo. Não é casual que a gente viva reinventando a frase atribuída ao estupendo Guimarães Rosa: "O importante não é chegar nem partir, é a travessia". Entre a chegada e a partida, meu tempo, a travessia; meu tempo como a caminhada, o jeito de caminhar, o trajeto, como convivo com quem comigo caminha, a bagagem e o lugar ao qual quero chegar. Minha vida, meu tempo, ou seja, a medida que usamos para calcular quanto e quando a vida pulsa. Eu me vou, meu tempo acaba, mas o tempo não acaba, pois a vida continua. Por isso, enquanto tenho tempo, isto é, enquanto vivo, esse período é ocupado com ações e pensamentos, ideias e práticas, sucessos e fracassos. Como o que faço e o que penso são escolhas minhas, o uso do tempo é questão de prioridade. Em outras palavras, como o meu tempo existirá ainda que eu fique estático, sem nada fazer além da imobilidade, o que nele faço resulta de decisão livre, a partir da importância que dou ao que farei naquele tempo.
Assim, se alguém diz "não tenho tempo para isto ou aquilo", de fato está dizendo "isto ou aquilo não são prioridade para mim". Desse modo, a grande pergunta continua sendo "no teu tempo, na tua vida, quais são as tuas prioridades?" Ou perdes tempo?
Mario Sergio Cortella, filósofo, mestre e doutor em Educacão pela PUC - SP
Aqui o tempo não passa muito rápido. No fim de semana, quando não tem atividade, é pior, parece que nunca chega a hora de dormir. Aí fora é muito diferente: a gente trabalha, estuda... Agora está mais difícil, porque já estou no período conclusivo, acho que saio na semana que vem. Com a ansiedade parece que os dias demoram mais. Mas faço o que a minha professora de Yoga ensinou. Quando acordo, digo: "Eu sou paz". Ajuda bastante. Agora vou dar valor a cada segundo, ficar perto da minha mãe, ficar com as minhas sobrinhas, mostrar o que aprendi.
G. J. O., detenta da Fundação Casa (antiga Febem)
Quando existe um movimento intenso na tela do radar, o controlador de voo depara-se com duas situações relacionadas ao tempo: em uma delas ele é curto demais apesar de, na verdade, ser longo e, na outra, ele é longo apesar de ser muito curto. No primeiro caso, o tempo de trabalho do controlador de voo dura, em média, duas horas, nas quais ele pode ter as mais diversas situações, como aeronaves com problemas na pressurização de cabine e outros. Nesse momento as duas horas de trabalho passam como se fossem minutos. O outro caso ocorre quando o controlador tem uma situação de risco, em que sabe que sua decisão tem de ser tomada o mais breve possível, com o intuito de evitar um acidente. O controlador pensa em uma solução, emite as instruções e confirma se as entenderam corretamente. Esse processo pode levar de 10 a 20 segundos. Nesse caso, apesar do tempo ser curto, tem-se a impressão de que ele é mais longo.
Ricardo Peres, Supervisor-chefe da Equipe de Controle de Aproximação Radar de São Paulo – APP SP – Aeroporto de Congonhas
Tempo é o desenrolar do meu corpo no espaço. Tempo é a memória de sensações construídas.Tempo é a invisibilidade do virá. Tempo é a solidez dos meus ossos, dos meus olhos alcançando o infinito.
Ivaldo Bertazzo, dançarino e coreógrafo
Amanhã completo 39 semanas de gestação. A cesárea já está agendada para a próxima terça-feira em função do tamanho do bebê — será um meninão. A sensação que tenho hoje é de que a gravidez está chegando ao fim e que este momento foi e está sendo muito, mas muito especial mesmo. Conforme o tempo foi passando e a barriga foi crescendo, começaram os preparativos para a chegada do bebê. Às vezes eu tinha uma sensação de que o tempo não ia contribuir, que o bebê ia chegar antes da hora e o quarto e os detalhes envolvidos não estariam prontos. Aí batia um desespero momentâneo. Mas conforme o tempo (novamente ele!) foi passando, as pendências foram concluídas e as malas da maternidade ficaram prontas, só aguardando... Hoje posso dizer que a gravidez durou o tempo suficiente porque não tive complicações. Estou curtindo muito esse tempo com meu bebê dentro de mim. Enfim, o tempo de espera está acabando e logo terei meu bebê nos braços, momento tão esperado!
Raquel Nader, mãe
O tempo, sob a visão do Vedanta, é a percepção que temos entre dois pensamentos. Quando surge o primeiro pensamento, não há tempo, apenas consciência. Durante um pensamento não há tempo. Haverá tempo quando surgir a menor "distância" possível do segundo pensamento. Assim, a menor unidade de tempo é a percepção do "espaço" entre o primeiro e o segundo pensamento. Com o terceiro pensamento, temos um fluxo e a experiência clara do que chamamos de tempo. Quando não há pensamentos, como no sono profundo, não temos a experiência do tempo. Sem pensamentos, não há concepção de tempo. Nesse sentido, o tempo existe somente na mente, em função direta da experiência do fluxo de pensamentos. Não há uma realidade absoluta no tempo, mas é certamente uma experiência que tem uma realidade, apesar de relativa. Nossa vida e nossos problemas só podem surgir com o tempo, pois dependem dos nossos pensamentos. Podemos perceber nossa realidade além do tempo quando conseguimos perceber a realidade que existe além da mente, dos pensamentos.
Rodrigo G. Ferreira, professor de Yoga e Vedanta
O tempo já foi entendido como um atributo do mundo, uma qualidade do mundo, juntamente com o espaço. Portanto, fenômeno externo ao homem. A partir do pensamento existencial, na filosofia, o tempo ganha outra interpretação e passa a ser entendido como um atributo do homem. Mas não é algo que o homem possua, como se fosse um adereço. O tempo faz parte da identidade humana, da ontologia humana.
Martin Heidegger, por exemplo, pensador de importância essencial para o pensamento contemporâneo, falecido em 1976, diz que o homem 'é' tempo. O homem descobre o tempo quando descobre sua própria finitude, quando descobre que é mortal. Saber-se mortal é saber-se um tempo que se esgota, que se emprega, que se ocupa, que acaba... Desde a compreensão da finitude, a vida ganha sentido. Como ela acaba, a passagem pelo mundo precisa ter uma direção. A morte mostra ao homem que ele é um indivíduo único, que sua vida é sem repetição possível, que ninguém pode morrer por ele, portanto, não pode viver por ele, no seu lugar. A morte é certa, mas ao mesmo tempo, incerta, porque ninguém pode saber quando, como, onde morrerá.
Percebendo-se mortal, o homem se acha convocado a apropriar-se de sua vida, a recuperar-se da dissolução numa dimensão impessoal em que se encontra e na qual se absorve, a dimensão de ser como os outros são. Hannah Arendt, também pertencente a essa tradição fenomenológico-existencial do pensamento, identifica a mortalidade como uma das condições nas quais a vida é dada aos homens, ela faz parte da condição humana. A morte é o encerramento de uma biografia. Pensar dessa maneira é pressupor que o tempo é, primeiro, entendido pelos homens como finito, e não como infinito ou eterno. O tempo sem fim é uma derivação do tempo que acaba. É uma posição contrária ao pensamento cristão tradicional, por exemplo, que acredita que o tempo eterno, que é o tempo de Deus, é o tempo original e a finitude, o tempo derivado. É bom lembrar que há ainda várias outras interpretações do tempo, como o tempo circular, cíclico da antiguidade e do pensamento mítico.
Dulce Critelli, filósofa, professora da PUCSP, terapeuta existencial e coordenadora do centro Existentia
O tempo? Eu sugo gota por gota!
Ed Motta, músico
Uma história baseada na mitologia indiana é que o motivo da criação cósmica é acomodar as almas que querem assumir a posição de Krishna como o supremo Senhor. Deus cria o Universo para satisfazer a todos nós em nossas ego trips! Entretanto, já que qualquer um é menos que Deus, é impossível competir com Ele. Então Krishna faz do impossível uma possibilidade ao criar uma ilusão temporária chamada mundo material, onde podemos nos esquecer Dele e desfrutar, sendo controladores ilusórios por algum tempo. Resumidamente, o Universo foi criado para que cada um de nós pudéssemos ter a experiência de ser o criador. Aqui caímos na física quântica. O universo da matéria é uma ilusão criada por indivíduos para ter uma sensacão de controle dele. Se é uma ilusão, como assim? A matéria não é feita de material real, de acordo com a nossa atual teoria do campo quântico. Ao que parece, a matéria é feita de luz em diferentes formas, mas sempre luz. E, para piorar, a luz vai a lugar nenhum e não leva tempo algum fazendo isso! Ainda assim, preenche o vasto Universo que vemos à nossa volta enquanto viaja grandes distâncias para mostrar o quão grande o Universo é. Mas mesmo esse gigantesco show de luzes na imensa lona do circo do Universo nunca se realizou e, se sim, terminou tão logo começou. "Tempo eu sou, o grande destruidor de mundos. Sob minha influência e presença como tempo eterno, a manifestação cósmica que você vê é criada, mantida e aniquilada em intervalos regulares por minha vontade", declara o Senhor Krishna na Bhagavad Gita. Ele nos diz que tempo, criação e aniquilação são parceiros íntimos na produção do show de luzes cósmico. E, sim, a física quântica nos diz que esse insight ancestral na natureza do tempo em uma escala cósmica de 300 trilhões de anos acaba assumindo um papel similar em uma escala de tempo muito menor que 1.280 trilionésimos de um trilionésimo de segundo.
Fred Alan Wolf, Ph.D. em física. Trecho extraído do livro Time-Loops and Space-Twists: How Our Concepts of Time, Space, and Matter have Changed From the Big Bang to the Human Brain, a ser publicado em 2010 nos EUA pela Hampton Roads Publishing
O tempo para nós, nos cursos de atualização, significa tempo resposta. Ele conta a partir do momento em que recebemos o chamado de emêrgencia até a chegada no local da ocorrência, dando atendimento. Temos até um lema: "Quando os segundos contam, contem com a gente". Temos também a Hora de Ouro, um tempo máximo de 15 minutos para atendimento de vítimas politraumatizadas. A questão do tempo é muito importante quando atuamos em salvamentos de vida. Com os anos de experiência, observei situações em que conseguimos ajudar pessoas naqueles segundos valiosos, mas depois elas vão a óbito no hospital ou a caminho dele. Já participei de resgates em que segundos foram importantes, como um na praia em que uma moça nos mostrou um afogamento. Nós já havíamos observado a vítima nadando de touca e óculos de natação e não percebemos a situação de pânico, pois ela estava caracterizada como nadadora. E há pessoas que por sentir vergonha ou medo de pedir socorro (acenando a mão ou algo parecido), acabam não se manifestando. Foi quando na última hora, no momento em que a moça conversava conosco, ele começou a gritar em desespero: "Socorroooo!". Conseguimos resgatá-lo e sua reação foi de enorme gratidão. Fez questão, no final do dia, de ir até o posto de salvamento e levar presentes, deixando contato para quando precisássemos. Mas o que vale nesse momento é a gratificação de ajudar, não há dinheiro no mundo que pague essa sensação. Outra ocorrência que marcou foi na BR-101, com dois caminhões e dois veículos de passeio. Eu estava em trânsito com um amigo e passei ali na hora por acaso. Quando as pessoas nos viram fardados, acharam que estava tudo resolvido, mas não tínhamos material algum para trabalhar! Observamos os carros, um com dois ocupantes em óbito e o outro com quatro sobreviventes, o casal preso no painel e os filhos no banco traseiro. Uma das crianças estava com as vias aéreas obstruídas por sangue e os dentinhos quebrados. Meu amigo colocou as luvas de proteção e conseguiu salvá-la. Todos do carro sobreviveram. Nesse momento realmente você acaba percebendo que os segundos são importantíssimos. Em 15 anos de trabalho vi cenas muito difíceis e busquei o lado espiritual como suporte. Para lidar com a pressão do tempo, vejo que primeiro você tem de estar bem psicologicamente e manter uma rotina com atividades físicas que elimine todo o estresse para continuar atuando com tranquilidade.
Marlon Correa, bombeiro
O tempo é demorado, a expectativa é muito grande no aguardo do transplante. Não sei quando vou ser chamada, pode ser a qualquer minuto. Esperar é muito importante, mas queria que o tempo passasse logo para diminuir minha ansiedade e angústia.
Marileide da Silva Guerra, paciente à espera de transplante de fígado, na clínica Hepato/ casa de apoio da Apat – Associação para Pesquisa e Assistência em Transplante
Fonte: www.eyoga.com.br
terça-feira, 23 de março de 2010
HORA DO PLANETA 2010 - WWF

O WWF-Brasil anunciou mo último dia 3, no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, o lançamento da Hora do Planeta 2010, movimento mundial de alerta contra o aquecimento global. Em sua segunda edição no Brasil, o evento, conhecido globalmente como Earth Hour, ocorrerá em 27 de março, das 20h30 às 21h30, e terá o Rio de Janeiro como cidade-sede nacional.
Além do Cristo Redentor e da Praia de Copacabana, que tiveram suas luzes apagadas em 2009, a Prefeitura Rio do Janeiro também irá desligar os refletores do Arpoador e da Igreja Nossa Senhora da Penha, levando o evento para a Zona Norte da cidade. A Prefeitura também contatará o Exército para incluir o Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, no Aterro do Flamengo, na lista dos ícones cariocas que participarão da Hora do Planeta. Além desses, também já estão confirmadas as participações do morro do Pão de Açúcar, da Fiocruz – Fundação Oswaldo Cruz - e do Jockey Club Brasileiro.
Além de desligar monumentos da cidade, a prefeitura vai envolver a Secretaria Municipal de Educação, levando a mensagem da Hora do Planeta para mais de 800 mil crianças de cerca de mil escolas da rede municipal de ensino.Com o patrocínio da Coca-Cola Brasil, do HSBC, da TIM e do Walmart Brasil, a Hora do Planeta, e pretende contar com a adesão de mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo.
Durante o lançamento, o Secretário Municipal de Conservação e Serviços Públicos do Rio de Janeiro, Carlos Roberto Osório, que representou o prefeito Eduardo Paes, anunciou quais monumentos cariocas serão apagados na noite da Hora do Planeta e transmitiu o entusiasmo do Prefeito com a escolha, por mais uma vez, do Rio como cidade-sede do evento no País. “O Rio vai se envolver tremendamente na Hora do Planeta. Queremos bater recordes e ser uma das cidades com mais adesões em todo o mundo; vamos dar um show”, adianta o secretário, acrescentando que o Rio tem como objetivo se firmar enquanto líder, para o País e para a América do Sul, na questão da sustentabilidade.
Para o País, a expectativa do WWF-Brasil é de aumentar o número de 113 cidades que aderiram à Hora do Planeta em 2009. Segundo Álvaro de Souza, presidente do Conselho Diretor do WWF-Brasil, “a intenção do ato simbólico de apagar as luzes ajuda a criar uma verdadeira onda de conscientização e mobilização da sociedade em relação ao aquecimento global. Só não vê as mudanças climáticas quem não quer. O planeta e o clima estão mudando, e por nossa culpa. Soluções sustentáveis a longo prazo devem ser tomadas e efetivamente implementadas. Isso é responsabilidade de todos”, alerta Álvaro de Souza.
O apoio do governo federal à Hora do Planeta foi confirmado por meio de depoimento em vídeo do Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Segundo ele, a iniciativa faz parte do Plano de Mudanças Climáticas do Ministério. “Um simples gesto de desligar pode acender uma luz de alerta para o planeta”, disse o Ministro. Na ocasião, o WWF-Brasil apresentou a campanha publicitária desenvolvida voluntariamente pela agência Leo Burnett, que consta do filme “Superpoderes”, peças impressas e spots de rádios. A veiculação da campanha será teve início nesta semana e em breve estará nos principais meios de comunicação de massa do País.
No Ano Internacional da Biodiversidade, o objetivo da Hora do Planeta no Brasil é conscientizar a sociedade sobre a importância da conservação e recuperação das matas, florestas e recursos hídricos nacionais como forma de proteção e adaptação contra as mudanças climáticas, bem como para reduzir emissões de gases do efeito estufa causadas pelo desmatamento. Em 2009, milhões de brasileiros apagaram suas luzes e mostraram sua preocupação com o aquecimento global.
No total, 113 cidades do País, incluindo 13 capitais, participaram da Hora do Planeta no ano passado. Ícones como o Cristo Redentor, a Ponte Estaiada, o Congresso Nacional e o Teatro Amazonas ficaram no escuro por sessenta minutos. No mundo, 4088 cidades de 88 países aderiram ao movimento na última edição. A mobilização para o evento já começou, por meio do site www.horadoplaneta.org.br, onde cidadãos, empresas e organizações brasileiras podem fazer seu cadastro, deixar seu comentário e obter mais informações sobre o movimento. O WWF-Brasil também já está em contato com as principais capitais e cidades brasileiras para a realização do evento.
“A Hora do Planeta é um movimento de todos nós. Ela une cidades, empresas e indivíduos para demonstrar às lideranças mundiais - e, principalmente, para mostrar uns aos outros - que queremos uma solução contra o aquecimento global. É uma oportunidade única para nós, brasileiros, de nos unirmos com a comunidade global em uma única voz para combater as mudanças climáticas”, acrescenta Denise Hamú, secretária-geral do WWF-Brasil.
Na primeira edição, realizada em 2007 na Austrália, 2 milhões de pessoas desligaram suas luzes. Em 2008, mais de 50 milhões de pessoas de todas as partes do mundo aderiram à ação. Em 2009, quando o WWF-Brasil realizou pela primeira vez a Hora do Planeta no Brasil, quase 1 bilhão de pessoas em todo o mundo apagaram suas luzes.
Sobre o WWF-Brasil
O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. O WWF-Brasil, criado em 1996 e sediado em Brasília, desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.
Hora do Planeta no Mundo
A adesão mundial à Hora do Planeta 2010 bateu desde o início da semana o recorde de 2009. Já são mais de 1.300 cidades em 100 países, dos quais 23 participam pela primeira vez do movimento. Até o momento, foram confirmados que mais de 200 monumentos e ícones mundiais terão suas luzes desligadas no dia 27 de março, entre eles, a Torre de Tóquio (em Tóquio), o Portão de Brandenburgo (em Berlim), a Torre Eiffel (Paris), o Sky Tower (Auckland), o prédio do Empire State (Nova York), o Memorial da Paz de Hiroshima (Hiroshima), o Obelisco em Buenos Aires e o Coliseu em Roma.
Cadastre-se e saiba como participar e divulgar a Hora do Planeta 2010
Site oficial e cadastro:
Kit de mobilização: www.horadoplaneta.org.br/divulgue.php
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
O QUE E TEMPO? (parte 1/3)
O QUE É TEMPO? (parte1/3)
Para uns, é uma ilusão. Para outros, uma implacável grandeza física ou biológica.
28/01/2010
Por Greice Costa
Colaboração: Patrícia Ribeiro, Cacau Peres e Cristiane Tabarelli

Tempo em pensamento
O tempo sempre foi objeto de estudo dos homens, mas ainda não há uma teoria final que o defina. Registros sobre a consciência da passagem do tempo começam na pré-história – arte rupestre documentando nascer e pôr do sol, por exemplo. Alguns dos escritos mais antigos sobre o tema vêm do Egito antigo, de antes de 2650 a.C.:
"Não deprecie o tempo seguindo o desejo, porque a perda de tempo é uma abominação ao espírito" (Ptahhotep).
Os Vedas, textos da filosofia hindu com mais de 4 mil anos, colocam o tempo em ciclos de criação, destruição e renascimento do Universo que duram 4.320.000 anos. Na Grécia, antes de 400 a.C. nasceram muitas visões sobre o tempo. Para Platão, seria um processo cíclico que coexistia com o mundo, a "imagem móvel da eternidade". Aristóteles também acreditava nessa coexistência com o mundo e que este era finito, mensurável e, mesmo assim, eterno. Ele admitia que o "tempo é um número do movimento".
Santo Agostinho, no século IV, defendeu que o tempo não podia existir fora do espírito. Dividiu o tempo em três, com referência no presente: o presente do passado (memória), o presente do presente (atenção) e o presente do futuro (espera).
Os filósofos e teólogos medievais desenvolveram o conceito do tempo do Universo com um nascimento certo, baseado no mito da criação, compartilhado pelas três religiões abraâmicas: judaísmo, cristianismo e islamismo. Os cristãos ainda acreditam no fim, quando Jesus retorna para o Juízo Final.
Culturas ancestrais como incas, maias, algumas tribos americanas, babilônios, budistas, jainistas e, como vimos, hindus, preferem a ideia da roda do tempo, retratando-o cíclico, em eras nas quais o Universo nasce e se extingue. Para o filósofo alemão Immanuel Kant, do século XVIII, o tempo era um conceito inerente à mente humana e não uma característica do mundo externo. Para o indiano Krishnamurti (século XX), toda a consciência é no tempo – tempo em pensamento, que é a resposta da memória, que é o passado, que se move para o presente até o futuro. A estrutura da consciência, assim como do inconsciente, está na estrutura do tempo, não apenas o cronológico, mas também o psicológico. Dividimos essa consciência entre superficial e escondida. A superficial é a mente educada, moderna. A escondida são todos os fatores latentes do passado. Algumas partes dela estão despertas, outras dormem.
Tempo é dinheiro?
Até o século XVII, os homens mediam o tempo pelas
tarefas que faziam. O puritanismo protestante começou
a inverter essa "conta" – o homem começou a acumular
riquezas e realizar trabalhos para Deus, e assim passou a
fazer o maior número possível de tarefas em determinado
tempo. O capitalismo reforçou essa ideia e a tecnologia
acelerou o ritmo. Vivemos em uma era que valoriza a produtividade
e a velocidade.
Como contraponto, pensadores como Bertrand
Russell e Domenico de Masi colocaram a importância
do ócio no tempo do homem. O último destaca que
hoje luxo não é acumular dinheiro, mas tempo livre.
E o que nós, praticantes de Yoga, temos a ver com
isso? Dedicando tempo à nossa prática, podemos ganhar
presentes, principalmente o presente em si. Em
seu Yoga Sutra, Patañjali diz que a prática (esforço de
manter a estabilidade) torna-se bem centrada quando
contínua, com devoção reverente e sem interrupção
por um longo período de tempo. Princípios como
autoconhecimento e verdade o levam a descobrir o
que é essencial para você. Desapego ajuda a refletir se
você realmente precisa dispensar tanto tempo de sua
vida para ganhar mais dinheiro.
E para seguir um ideal: Kaivalyam é a condição em
que acontece a perfeita integração entre o praticante
e o universo ao seu redor e ambos tornam-se um. A
mente não se limita mais a pensamentos nem é influenciada
pelas inconstâncias do tempo, e é indiferente
às mudanças, pois não se subordina às qualidades
da matéria.
Não é exatamente a busca do tempo livre, mas do
tempo em liberdade.
Em ciências
Na física, o tempo é considerado uma das grandezas fundamentais. Atualmente os cientistas acreditam que o Universo, inclusive o tempo, surgiram no Big Bang, a grande explosão, há cerca de 12 bilhões de anos. Stephen Hawking, um dos cientistas mais importantes de nossa época, diz que mesmo que o tempo não tenha começado no Big Bang, nenhuma informação antes desse período seria acessível e nem teria efeito sobre o nosso presente.
Galileu, no século XVI, e Isaac Newton, entre os séculos XVII e XVIII, introduziram a medida do tempo e de alguma forma o imobilizaram. Antes deles, o tempo era conhecido intuitivamente, era algo subjetivo e orgânico. Ao ser medido, deixou de fazer parte do todo, da natureza, e passou a ter uma existência abstrata e independente. Na mecânica de Newton, o tempo é um parâmetro que nada faz. Por seu lado, Gottfried Leibniz, contemporâneo de Newton, afirmou, antecipando Albert Einstein, que tempo e espaço são relativos.
Já no século XX, Einstein, com sua Teoria Geral da Relatividade, revelou que o espaço e o tempo podem ser distorcidos na presença de matéria e de energia devido a um processo gravitacional. Assim, devolveu-os à natureza como algo real, que participa e que se transforma.
Atualmente questiona-se se é possível definir o tempo quântico, ou ainda se este tempo quântico tem direção. O tempo quântico provavelmente não pode ser definido e talvez nem exista, já que faz parte do microscópico mundo quântico de átomos, núcleos atômicos e partículas subnucleares, onde tudo pode acontecer. Amit Goswami contesta as teorias materialistas e desconstrói a ideia de que a matéria é o principal elemento formador da criação. Ele afirma fazendo seu o ensinamento da milenar tradição hindu, no qual a consciência é o fundamento de tudo aquilo que conhecemos e percebemos.
Fontes:
• O Tempo através do Tempo ou Tempo É uma Ilusão, Prof. Dr. Paulo Laerte Natti, Profa. Dra. Érica Regina Takano Natti
• Na Medida Certa, Alexandre Vinicius C. Damasceno e Roseane Corrêa Gomes
• Wikipedia
• A Eliminação do Tempo Psicológico, J. Krishnamurti e David Bohm
• O Universo Autoconsciente – Como a Consciência Cria o Mundo Material, Amit Goswami
Artigo extraído do site www.eyoga.uol.com.br
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
O TEMPO ANDA CURTO?
Amigos,
Muitas vezes achamos que o tempo parece que está encurtando... Eis uma resposta BEM INTERESSANTE MESMO!!!!!!
(Artigo do jornal O Estado de São Paulo)
O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.
Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio... você começará a perder a noção do tempo.
Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.
Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.
Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar:
Nosso cérebro é extremamente otimizado.
Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.
Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.
Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade.
Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e, portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.
É quando você se sente mais vivo.
Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e 'apagando' as experiências duplicadas.
Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.
Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.
Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.
Como acontece?
Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa, no lugar de repetir realmente a experiência).
Ou seja, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa são apagados de sua noção de passagem do tempo.
Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.
Conforme envelhecemos as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações, -... enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.
Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.
Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a...
ROTINA
A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.
Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque).
Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos.
Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.
Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).
Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais.
Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.
Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.
Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes.
Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes.
Seja diferente.
Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos..... em outras palavras...... V-I-V-A. !!!
Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.
E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.
Cerque-se de amigos.
Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.
Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?
Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.
E S CR EVA em tAmaNhos diFeRenTes e em CorES di f E rEn tEs !
CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, PICOTE, INVENTE, REINVENTE...
V I V A !!!!!!!!
(Esse texto foi enviado para mim por um amigo, Cláudio Cruz, achei muito interessante e resolve publicá-lo no blog.)
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
OFICINA NA UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ!!

No dia 21 de novembro, foi ministrada pelo Prof. Júlio Freitas, uma oficina na Universidade Estácio de Sá, mais um evento promovido pelo movimento Todo Dia é Dia de Yoga!
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009
TODO DIA É DIA DE YOGA!
Foi realizada nossa primeira aula aberta a todos e gratuita no Parque de Exposições de Itaipava, em Petrópolis, RJ.
Essa foi a minha estréia pública como instrutura de yoga e foi um sucesso!
Quero agradecer a todos que compareceram e convidá-los novamente para a próxima aula que será realizada no dia 04/10, no Parque de Exposições de Itaipava em Petrópolis, às 9:30hs.
Tragam seus amigos e familiares e venham realizar uma prática de yoga conosco!!

Primeira aula de Yoga no Parque!

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Sirshásana
Raquel em natarajásana!
Simone em Sirshásana!




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